sexta-feira, 27 de maio de 2011

O OEMA DO JACARÉ SEM MÁGOA NA LAGOA (wikcionario wik dicionario loa loa )

Jacaré é água
- água de paul
sob céu azul

Céu azul é
vôo de arara azul
outro violinista azul
violinista de paul
outrossim

Ao sul
o jacaré açu
açula os cães
a morder o Cão Maior
e o Cão Menor
que caça estrelas consteladas

Jacaré verde
sinuoso como a água
que lhe corre dentro
e por onde nada fora
insinuando-se no tupi
língua mãe das águas
barriga d'água
sem mágoa
na lagoa
onde soa a loa à toa
feito uma andorinha de Manuel Bandeira
( ou de João-de-Barros seria a andorinha
pardacenta na tarde parda que tarda!
com cinzas no tempo
voando em outra andorinha
- já cinza, cinzenta, acinzentada andorinha!...
minha andorinha que não aninha
sozinha vista no céu de plúmbea pomba
em solitude no vôo...
e pomba cinza em solitude é sempre cinzas na cabeça
solidéu e solidão de monge em penitência...
"ora pro nobis" " Opus Dei..."
monges que somos todos
ainda sem querer
sem nenhuma vontade!...
mas toda vocação
que é vocação para o homem
ser e ser só no mundo
existir na solidão
sem nunca se contentar com a existência
nem com a solidão angustiante
que faz o mundo sempre apertado
mesmo nas gargantas dos Grandes Cânions! )

Jacaré é
água de goiabeira
da mesma beira de água da goiabeira
sem eira nem beira
Da mesma água
do verde ali
verde buriti
com pé calcado ao chão
em raiz quadrada de goiabeira verdejante
com a água rasa que rega a goiabeira
por dentro do que é goiabeira
em insinuante corpo com nuances insólitas
( nu corpo nu
nua lua
plenilúnio
de amarelos olhos
acima do verde...:
que desce no jacaré açu!
abaixo do azul
acima do verde em erva daninha
em companhia de joaninha...
Na asa a azinhaga
curva um ínvio caminho
no ramo com espinho
e flor branca à capela )

O jacaré é o que é a água
A água é o que é o jacaré
bicho de água
água-bicho-água
bisado batizado n'água
pelo batista João
de barro a barros e a barcos
com velas de veleiro às costas
de costa a costa
tal qual na alegoria de Salvador Dali
de mar abertas as velas do brigue
a convite de piratas e corsários
bucaneiros e flibusteiros
livres bandeiras negras
a assaltar no Caribe
juntando caveira e ossos
onde bebe a morte na taberna
quando em companhia do marujo na taberna
ébrios companheiros
bêbado casal
( Quem seriam os maiores e piores piratas?
Os piratas a albaroar navios
ou os corsários bucaneiros e flibusteiros vestidos de reis
adornados com títulos pomposos de imperadores
ou presidentes de repúblicas
a roubar usando a sanção da lei
a violência ou violação irresístivel da lei
- que é a violência da lei
a pior e mais cruel violência contra outro ser humano!
A violência da lei é pior que o crime mais bárbaro
e mais cruel ainda!
porquanto toda a violência da lei
repousa ou age na sansão
sob o eufemismo sanção
e tem o apoio da multidão bestial
a canalha ingênua
os mesmos que aplaudiram Nero
e condenaram Jesus Cristo ao calvário?!
Tem Sansão personagem mítica-bíblica
e sanção : personagem de lei ou carrasco
verdugo algoz
- A lei é mais algoz que albatroz
e o Direito uma vara torta
reta curva (parábola narrada por Cristo e desenhado por Descartes )
que é segmento de reta em Euclides grego
e se curva ao rei e à gravidade em Einstein
se se por tudo na ilha de Lesbos
ou em boa loa em Samoa )

Jacaré é água
e água é jacaré
um por fora outro por dentro
formando um corpo
com dois corpos
pois é assim que toma forma material e energética a existência
com a tensão na dicotomia dos corpos
que se polarizam na existência
e se unificam na essência
a caminho do ser
a remo do barco do homem
com âncora no invento
do engenho
que Salvador Dali
põe às costas do homem
na sua alegoria na costa do mar
com o náufrago com os pés na areia
ou o homem-veleiro pisando terra firme
depois de tanta água mole!
depois de tanto chapinhar na água
caminhar a modo do lagarto jesus-cristo
e depois entrar pelo vão da aurora de porta aberta
areia aberta aos pés descalços de carmelitas e franciscanos
e dormir feto no ventre de Robinson Crusoé
( Que é jacaré?!..)

Jacaré é água que água bicho d'água
- jacaré é água
que desagua na boca de índio
mar de idiomas e enzimas
indígena aborígine autóctone
( jacaré é água
não jaca
mas parte de jaca
na voz e natureza líquida
liquefeita feita
em língua tupi
na enzima da língua tupi
que há de deglutir o jacaré
outro animal canibal
que dá a natureza vegetal
para o jacaré viver
porquanto viver é vegetar
existir em planta
O homem existe também em planta rabiscada
em signos linguísticos e geométricos
e os respectivos símbolos
que dão significado á história
que sempre é história da ontologia
e não da humanidade
nem tampouco da filosofia
que filosofia nada é
senão uma palavra para o gosto e o arroto
além do bocejo e o bosquejo )

A água tem corpo dentro
e corpo fora do corpo do jacaré
corre com seu corpo aquático do chão ao céu
do jacaré à jaca
( O homem se estende
do jacaré à jaca
este é o território onde pisa
e domina quando dominante besta
- dominante e indomável fera
O mapa territorial do homem
se espicha por terras e terras
latifúndios minifúndios sem fundo
perdidos até ao infinito matemático
do matemático que sonha numéricamente )
Outrossim a água que é o jacaré e a jaca concomitantemente
se enterra sob areias
ou "vive" vida aquática sob rochas
sob arbustos e libélulas lépidas
lepidópteros e coleópteros
dentro do coleóptero vagalume
que risca a noite de luz
pirilampa seu relâmpago
o pirilampo e seu lampejo

Água no leito
se deita sob lençóis freáticos
ou sobre nuvens ao plúmbeo
- plúmbeo de cor de pomba
voando no cinza
que esparge no caminho de vôo lépido
simples voar de pomba
( Simples é a vida
o homem é que quer salvar com remédios e doutrinas de ser
que abrigam seus conceitos de essência ou ser
e sua concomitante não aceitação da existência
tal qual é a existência
e não o que ele quer fazer da existência
com o invento do ser no discurso tenso
- quer salvar o que não tem mais salvação
- o corpo que já é alimento a caminho
a meio caminho
para o rito da morte
que o homem já põe no templo do apocalipse
para evadir-se da realidade
que não usa paliativos como remédios
não tem farmácia para remendos de estropiados
mas farmácia para vida e morte
na picadura da serpente peçonhenta
e no que de tóxico carrega as folhas dos vegetais /
- todos cavaleiros da vida e da morte /
cavaleiro negro e amazona branca /
branca amazona a cavalo ) /

Jacaré é réptil da ordem Crocodylia
da família dos aligatores
família Alligatoridae
uma das três em que foi dividida a ordem desses repteis :
Gavialidae Alligatoridae e família Crocodylidae
nas quais estão em corpo anatômico-científico
os gaviais aligátores e crocodilos
todos animais aquáticos
animais-água na poesia
que dá sombra às catedrais de seus corpos
templos da água benta pelo profeta canonizado São João Batista
o senhor das águas
depois do rei das águas
que está na dinastia do jacaré
e que também é denominado Moisés
no santo livro da genética escrito na fórmula química das águas
- das águas que agem ( pensam) na fórmula
que as águas formularam na lâmina da álgebra

O jacaré é o rei das águas dos pântanos
rei do paul
onde o mato engrossa e dá nome ao Estado do Mato Grosso
O estado do mato Grosso é uma nação originária das ervas daninhas e boninas
que arrastam a palmilha pelos chãos infindos para a liberdade das ervas
( as ervas riem de tudo em nós homens
porque ervas são filósofas cínicas
e homens tolos bufões de ópera
ridículas criaturas
polichinelos na comédia da arte italiana
que é a comédia do mundo
tal qual Dante a lia
na liana que escreveu e descreveu em poemas longos
cantos que chegam ao inferno )

O estado de ervas do Mato Grosso
essa nação das ervas filósofas cínicas
povo de gente simples e austera
filho herbáceo do rio Araguaia
que zagaia as onças pretas que erram pelo mato grosso
que lhes cobre com flora divina coroada pela orquídea brasileira
a qual abrasa os olhos em brasa estupafaciente
acesa na camuflagem da fauna bravia
chamativa de abelhas em enxame de uvas sem passas
na loucura de sonho sem lógica da natureza vista em mata fechada
- ouvida cheirada tateada no silêncio de vidro quebrado pela ave canora
ou pelo grilo que sai da sotaina negra da noite dominicana
( a noite é um frade negro da Inquisição eterna
- a Inquisição que não sai do medo que temos dela ainda em voga nos ramais dos tribunais e seus anais
onde o grilo canta "grillus" em latim jurídico
este insecto ortóptero da família griyllidae Ordem Orthoptera
sendo que no latim
o vocábulo inseto é, jocosamente" :
"animalis insectus" para signficar "animais que não tem partes"
ou ainda "animais sem secções"
não segmentados ou seccionados
pois essa a visão dos"donos" do latim )

O jacaré fugiu do Plioceno era mesozóica na Europa
para o sul de azul à flor do céu
e evoluiu na práxis à Darwin além da espécie
no gênero Alligator, na América do Norte,
onde prospera também o gênero Crocodylos
na língua do latim e na física e química do norte
com seu corpo herbáceo por baixo
e o corpo eletromagnético por cima
e pelos quatro lados do quadrado
na quadrática raiz das ervas de raiz quadrada no solo

O jacaré põe seu ovo e seu sol
ao oeste onde o mato é grosso
naquele nicho de erva que denomina o Mato Grosso
que foi tratado nas Tordesilhas
sem a anuência do jacaré
ao acaso das ondas senoidais que narram fatos na lâmina d'água
ou ao ocaso do sol

O ovo do jacaré no ocaso do anil
em levante de anum
de algum anum
ou nenhum anum
ou todo anum
na barra da alva com flor de laranjeira à beira da ribeira
e na noite que na nata dorme em tom de anum
no escuro do sonho do anum
um negro sonhar
( a noite é um anum
num bando de anum
ou num anum só
em solitude negra
com lua negra falciforme
pintada por Joan Miró
com personagens dramáticas na noite
- da noite enamorada
nonada nata inata )

Lá na terra e água do jacaré açu
não canta o sabiá
na palma da palmeira que baila no vento de moinho de vento
girando na roda de Van Gogh vivo
Dentro do mato grosso não canta o sabiá
sabe se lá porque o lá sem bemol da flora
não canta lá onde o mato é grosso
mas não é grou
mesmo porque por lá não voa grou
mas sim tuiuiú
jaburu jabiru
Vá saber lá o porquê
se algum sabiá há lá
no lá lá lá do pássaro que canta lá
canoro canora ave
a encher o vento com canto
( Sabe se lá se há lá algum sabiá; há?! )

Lá o lá sustenido que canta na mata cerrada
canta canta em Vanessa da Mata!
- a raiz quádrupla do canto primordial da mata dos Xavantes
e das ervas que se despejam por baixo das matas
com suas cabeças herbáceas tocando o levante na flor
que risca o céu no azul de baixo
e o verde violinista verde das ervas
que sobe à sublimidade além céus
pela escada de Jacó da mata verde
uma cabeleira vegetal de Berenice no solo
cabeleira verde
de violinista verde
grave na toada lenta do violoncelo
com ocelo de inseto
para ferreiro com martelo e bigorna
na oitiva do grave
som que se arrasta

O jacaré é o existencialismo ateu posto n'água
corpo a corpo de água
por dentro dos canais do jacaré
e também pelos leitos dos igarapés das matas
dos rios que fluem entre e sobre terras batizadas
e prontas para fazer todo o Adão
que é um ser do homem
uma concepção meramente humana
sem vínculo material com a realidade ou natureza
conceito esse que vai da planta
nada no jacaré
e anda ereto no homem
corpo a corpo
anatomia a anatomia
fisiologia a fisiologia
consoante engendra a natureza
- essa flor grega no nome para natureza
e tupi na denominação para jacaré

A vida é um jacaré
e procura caminho
por dentro e por fora
na conservação do corpo interior
e da relação com o corpo exterior
espelhado pelo sol nas águas
Não busca remédios
busca reprodução
ou usa a farmácia na peçonha da víbora
ou nos venenos nos vegetais
que equilibram a matéria e energia
ou mata o bicho
para alimento de predadores ou vermes
- Na dança dos vermes
a dança da morte !
e também da vida!
( Ora-pro-nobis ó "Pereskia aculeata"! )

Água é vida
- vida é existência
(realidade, natureza a por flor e esgalhos tortos por luz
na busca do mel contido na luz do sol )
mas o homem se aliena em filósofo
teólogo ou místico sufi
e faz da existência uma essência (inexistencialismo cético )
coisa sua ou "causa sui"
- coisa que a vida não é
pois a vida nem é coisa
mas função de ato com água
- e água é jacaré
que é água
que é vida ...
- simples assim
como as pombas são assim
pombas enfim
- Fim

POEMA PARA TUIUIÚ NAS ONDAS SENOIDAIS DO RÁDIO E TV ( wikcionario wik dicionario ondas senoidais rádio tv poema tuiuiú))

Tu, Tuiuiú que és,
- és objeto de olhos
( olho gordo
olho que tudo vê
olho com tampão de pirata...)
os quais te observam de todos os ângulos
de todos os seno e co-senos
falam de ti no balanço das ondas senoidais
que se balançam no ar
na dança da deusa eletromagnética
que se imagina no rádio e na televisão
e no micro-computador pela internet
banda larga asa larga em envergadura de tuiuiú

Tu, tuiuiú pousado
pescador à beira da loucura de paul
( paul de tuiuiú
ou tuiuiú de paul )
símbolo do estado do Mato Grosso
ave-símbolo do pantanal matogrossense...
( Mas o que é o Mato Grosso?
- O Mato Grosso é o homem
que cavou uma etnia topográfica
topológica toponímica
uma etnia telúrica
que veio da terra
e de outras plagas
até pousar ali no Mato Grosso
ao lado do jabiru
desbravando o território
conquistando a terra
constituindo o território
até que venha o estado de Direito
e tome por força irresístivel de lei
de todos os homens que ali estavam de posse do território
tudo o que o homem da terra conquistou por Direito
na guerra eterna do homem contra o homem
no velho dizer ou constatar de Hobbes no Leviatã
monstro eterno que dorme e acorda no homem
Há os homens que roubam ou furtam objetos, coisas...:
estes são os ladrões, os latrocidas....
e aqueles que roubam Direitos :
estes são os reis, os presidentes... )

Tu, tuiuiú és um ser
construído pelo homem de estudo
ou homem de ciência
para objeto de estudo
e vários são estes objetos que és
aos quais o homem te impõe o ser
que é uma posição no conceito
em língua geométrica que te desenha
pela mão dos Rugendas e outros mestres assim artistas
e pelas concepções dos filósofos e cientistas
Assim és objeto de zoologia
de ornitologia, com o ser para ave : "Ave Maria!" ),
de fisiologia e anatomia
até de etnografia e etnologia
quando invades a cultura do homem
( entrarias como totem, se fosse o caso
ou brasão no caso dos reis
dos quais os estados de "Direito" usurparam o trono e a coroa
e consequentemente o brasão de armas
Nos estados de Direito o direito pereceu
ou ficou sendo propriedades de alguns
que tomaram posse do estado
pelo voto popular
ou sufrágio universal
pois dessas frases bonitas vivem os arrivistas
Estas frases os sustentam no poder perpétuo
"lulificado" no Brasil por Lula
- Lula da Silva que não saiu da selva
ou do alcance territorial do silvo da víbora
- a víbora bufadora
ou a víbora do Gabão
que o que é por lá é por aqui )

Há um inexistencialismo do tuiuiú
quando é ser
postulado como essência na zoologia ou ornitologia

Tu Tuiuiú sobre tudo voas (sobretudo!)
com tuas loas
à toa e à tona
e sobretudo acima da boa lâmina d'água da lagoa
( lagoa não magoa )
onde se planta a cana do bambu
por si própria plantada
quando no labor de lançar a semente ao vento ativo
juntando o esforço vegetativo ao eólico
a mover o moinho de vento que invento no vento
saindo dos foles e pistões
que tocam com os dedos
todos os ruídos e músicas
no martelo e bigorna dançantes
- dança com ossos ouvintes!
(Tu tuiuiú és água
- água de corredeira....
tu, tuiuiú...não és mágoa )

Tu tuiuiú vais
aonde a canoa desliza sua loa
a loa da canoa em Samoa
Vá passar em vôo raso à lâmina d'água
por onde se esconde a boa cobra constritora! Vá!
- Vá aonde fica emboscada a boa ou jibóia ("Boa constrictor" )
que no idioma tupi bóia sub-laminar
com nome de sucuri-amarela ( "Eunectes notaeus")
- sucuri do paul mato grossense
( Sucuri é vocábulo tupi
cuspido pela língua tupi
- idioma que a língua sensível da serpente saboreia com enzima
co-enzima
porquanto a língua da serpente
é um instrumento preciso de caça e pesca
e captação do mundo circundante
dentro da circunferência ou círculo ou incidência de sabedoria da cobra
que não sabe a sal
senão ao sal que prova nas presas
- nas vítimas agonizantes
no amplexo para outro tipo de sexo
- para o tipo de sexo que alimenta o sexo e a prole
e nutre os genes da serpente )

Tu tuiuiú és já jaburu ou jabiru
consoante a enzima na língua tupi
seja para te provar o sabor
ou temperar o pensamento com o vocábulo
que diz do tupi linguístico
mas não filológico
porque não tem tupi escrito
não há tupi em história
senão conto oral
lenda de boca em boca
que povos de lenda não são povos de mitos
são povos sem poesia escrita
sem histórias de histórias
dissertações doutas
pensamento e literatura erudita
cultura erudita
de gregos e latinos
senhores do mundo sábio
e do mundo do conhecimento
que ainda lhes pagam tributos de senhorio
( o latim frio e científico de Lineu
nem sempre diz do bicho
senão o que descreve o zoólogo
fundado em corpo anatômico
e a dança que este corpo pratica ao viver
mas não tem a enzima na língua morta
para dizer da vida do jaburu
como o diz o aborígine
que convive com o tuiuiú
no brejo fumegante
se há queimada ou coivara
e corre a capivara
de fogo que não é fogo-fátuo)

Tu tuim túrgido tuiuiú
tuim-de-papo-vermelho
Tu tuim tuim-de-papo-vermelho tuiuiú
urubu quase-quase urubu mas não urutu tu serias
tu, tuiuiú já jabiru já jaburu
já a jato sem jato
pelo mato grosso
que enche o papo vermelho
de frugal alimento da mata
do mato grosso
Quem sabe quiçá Goiás?
Tu tuim tuiuiú és pantanal
és ave de paul
palustre pernalta
ave de água
aquática e aquífero ser
em todas as águas e asas sobre águas rasas
Plantado estás na raiz quádrupla ou cúbica dessas águas quedas e mudas
( águas de paul que podem ser até mefíticas)
em consequência do miasma )
na radicação sob a radiação solar
em radical raio aberto nas águas que movem as asas
em "pi" radiano
- águas que fazem viver o animal com motor nas asas
moto contínuo
até a energia sair da quadratura do círculo

Tu tuiuiú já jabiru e tuim
tuim que és de papo vermelho
cuja cabeça-seca chama o "Jabiru mycteria"
( o latim não tem miséria
tem "miseria" que é etimologia
palavra ou voz de onde vem a miséria
evidentemente em conceito fonado e grafado )
Jabiru ou jaburu é outro nome tuiuiú
do jabiru em latim
e não mais no tupi cuspido escarrado inculto
longe da escarradeira ( antigo objeto ou artefato de luxo
- luxo de antanho no lixo de Santo Antão
a um quadro Dali )

Tu tuiuiú, ave ciconiforme,
cujo bico é o "cico" que muda de forma
conforme o "grude " ou hábitos alimentares
ou o olho de pirata piscando no leitor
na língua que fala
no idioma que canta a pernalta
mas não a descreve graficamente
nem em signos linguísticos ou geométricos
com os símbolos a ferir os significados
ou acrescer acepções
No latim científico
há a leitura e escrita do tuiuiú
então com a denominação "Jabiru mycteria"
sendo a família dessas aves oriunda das águas dos "Ciconiidae"
família "Ciconiidae"
pingando dois "is"
no corpo anatômico do vocábulo
que então pode voar fisiológico aos olhos dos ornitólogos
e na concepção de qualquer língua vernacular
que poderá dizer da ave em sua lógica sintática
depois de passar pelo latim nada vulgar
eivado de declinações que foram declinando na voz do povo
e no furo do ovo
por não mais exprimirem o que é necessário
e não as filigranas de ourivesaria e ourives
que ficaram no museu atuante do Direito
cujo mister é viver sob o antigo
( Vida jurídica é vida antiga
- o Direito é um antiquário
uma casa de sebo
uma loja de vender objetos e concepções caducas
- há muito decadentes
Os dentes de Tiradentes
estão ali expostos
ou sua dentadura
junto à cabeça de lampião, o cangaceiro célebre :
o herói das sagas no sertão
reencarnado em signos e símbolos por Guimarães Rosa
o poeta épico do Brasil
Trágico complexo em Diadorim! )

( Os pingos dos "ii" no latim
designam geralmente o nome de família "animalia" nos "iis" pingados
quando Deus levou Lineu a nomeá-los em língua de legião romana
dos anjos soldados que criaram a maior empresa do planeta
- a empresa que é o Império de Roma a Loma Linda
de Albalonga na Itália a Loma Linda na Califórnia
caminha o empório-império de Roma
que fundou a empresa e empório do soldado
que fez e faz e desmancha impérios de soldados )

Tuiuiú pernalta de pescoço nu
preto no anu-preto
( que negro e roufenho é o canto em cor do anu-preto
canto incolor
desta minha ave-símbolo
- ave símbolo de mim
ou longe de mim! )
Jabiru de papo nu vermelho
( tuiuiú por que tuiuiú? )
Brancas plumas que carregam a alva
e pretas pernas pernaltas que ilustram a noite
nas madeixas negras a cintilar na cabeça da morena Berenice
na Cabeleira da Berenice
( Morena para adjetivar a mulher e tecer jargão na geologia
na terra e na água que engrossa o mato
onde o mato é Mato Grosso
na voz grossa do homem telúrico
- de voz grossa e coração puro como as águas livres
as águas eremitas que correm longe dos homens
- dos homens sem inteligência poética
sem Manuel Bandeira
ou Manoel de Barros

Tu, tuiuiú, saiba; aliás, não saberás que :
o ornitólogo te olha
o poeta te ama
o zoólogo estuda-te e se esquece enquanto animal ( "animalia!")
o taxionomista te classifica
o filósofo te pensa
põe a "tese" do ser em ti
faz-te ontologia
o latinista te viu
porquanto há talhado em conceito o nome "jabiru"
que pode ser provado num latim
não sei se pós-Roma
ou de que macarrão italiano
se pagão ou cristão
mas há que há um jaburu descrito no latim
que viajou mundo com suas legiões romanas em sintaxe
sempre a guerrear e espargir as cinzas da semiologia
pelas diversas culturas autóctones
por onde passou a cultura de Roma no latim
que depois levou a Bíblia na vulgata

Tu tuiuiú tuim "jabiru mycteria"
filho de três línguas
dois vernáculos
és ave de longo bico preto
ave que abre a envergadura nas asas dos olhos
que olham a ti tuiuiú
- és um "tu" volante
"jabiru mycteria" de beleza exuberante
conquanto a palavra jaburu diga do feio e desajeitado ser
és uma iluminura tipo as medievais
para os olhos e a mão do artista contemplativo
na beleza do poeta que voa em ti tuiuiú
e cujo vôo abre os olhos para a alva grafada nas penas
e a noite de anum pernalta nas pernas
que plantam a raiz quádrupla em terra
e na água que move os motores da vida
por dentro e por fora das aves
que então voam e navegam naves
( Aves são naves suaves
e naves são : "ave Suástica!"
- um tipo de cumprimento febricitante
para soldados em guerra )

Ui! tuiuiú
tu que és o tu
o tu meu
- o meu "alter ego" ou eu nas águas
com asas e rêmiges
sobre as águas em que nado imagino que nadas também
( não sei se nada o jaburu
pois sei de raso o jabiru
apenas que em corpo e penas é tuiuiú
- tuiuiú que dá o tom do tu discursivo
e faz ouvir a toada das águas
quando há toada das águas em torrente quente espumante
soantes sonantes e consoantes
ou o silêncio de selênio dos pauis
- do paul da garça
e assustadiça saracura do brejo
que se sacode magra
e com as penas longas e finas
a pisotear e molhar brejo
nas almas do caboclos )

Tu que és o tu do tuiuiú
és a vida em água e terra em mim e ti
- tu e eu tuiuiú somos
voamos amamos e vivemos
por mim e por ti
através da ponte interativa do tu e do eu
no tu do tuiuiú e eu meu
que ego sou ou ego carrego
como um corcunda de Notre-Dame às costas
( o ego pesa e essa gravidade faz a corcova
que não é a do dromedário
nem tampouco do indivíduo em idade provecta
- o macróbio ou Ancião dos Dias )
És enfim todos os tu fora da geometria que desenha o tuiuiú
em outro ser de terra e água
outro ego em Adão contra o qual faço guerra por terra e água
e em Eva que amo para tirar terra e água do ventre dela
na girândola dos demônios Íncubos e Súcubos
que amam e batalham nos homens
sempre plantados na terra da guerra declarada a Adão
pelo amor devotado à Eva
e mormente a Lilith
senhora dos desejos carnais
- senhora dos carnavais
desde antiguidade pagã
arfar com afã
no interlúdio sexual
único interlúdio prazeroso da vida
que se torna doloroso
ao nascer o rebento
que sempre é Cristo
e sempre será crucificado
pela via "crucis" que a vida põe até na mais humilde crucífera
que tange o chão
beijando o rés-do-chão
a fonte da erva daninha ou bonina
verdura ou fruta ao rás do chão
melancia sem correspondente enzima no corpo humano
mas eivada ou grávida de melanina
( ou o nome não foi posto "em tese" pela melanina
substância spinozista que dá a cor à polpa da melancia
fruta fresca esparramada languidamente pelo chão do sertão
tão procurado pelo luar dos poetas?! )

Tuiuiú, tuiuiú
tu és água
e desta água farei meu poema!
Tu, tuiuiú, és água
e sobre esta água erguerei uma poesia aquática!
uma ave pernalta e um paul por baixo do vôo
pois água é alma
alma é vida
que se bifurca no latim cristão e pagão
em alma do outro mundo
e alma presente neste mundo
- que é a água
a alma presente no mundo atual
no mundo que atua junto ao homem então vivo
então transbordante de água
por dentro e por fora
no suor e no sangue!
... e o tuiuiú que voa
voa em água benta
pela igreja da natureza
- é a água que o faz voar
e me faz viver
- é a alma do latim que anima
"anima" muito o animal
que pode ser inseto no latim
Amém

quarta-feira, 25 de maio de 2011

POEMA DE PAUL SUJO DE OTTO PARA FERREIRA GULLAR (otto wikcionario wikipedia otto wapedia otto wiki wik otto wap)

(poema de paul sujo de otto para ferreira gullar de poema sujo wikcionario wikipedia wapedia otto wiki wik wap otto poema sujo otto ferreira gullar otto poema sujo wkcionario literatura )
Tu, Tuiuiú que és,
- és objeto de olhos
( olho gordo
olho que tudo vê
olho com tampão de pirata...)
os quais te observam de todos os ângulos
de todos os seno e co-senos
falam de ti no balanço das ondas senoidais
que se balançam no ar
na dança da deusa eletromagnética
que se imagina no rádio e na televisão
e no micro-computador pela internet
banda larga asa larga em envergadura de tuiuiú

Tu, tuiuiú pousado
pescador à beira da loucura de paul
( paul de tuiuiú
ou tuiuiú de paul )
símbolo do estado do Mato Grosso
ave-símbolo do pantanal matogrossense...
( Mas o que é o Mato Grosso?
- O Mato Grosso é o homem
que cavou uma etnia topográfica
topológica toponímica
uma etnia telúrica
que veio da terra
e de outras plagas
até pousar ali no Mato Grosso
ao lado do jabiru
desbravando o território
conquistando a terra
constituindo o território
até que venha o estado de Direito
e tome por força irresístivel de lei
de todos os homens que ali estavam de posse do território
tudo o que o homem da terra conquistou por Direito
na guerra eterna do homem contra o homem
no velho dizer ou constatar de Hobbes no Leviatã
monstro eterno que dorme e acorda no homem
Há os homens que roubam ou furtam objetos, coisas...:
estes são os ladrões, os latrocidas....
e aqueles que roubam Direitos :
estes são os reis, os presidentes... )

Tu, tuiuiú és um ser
construído pelo homem de estudo
ou homem de ciência
para objeto de estudo
e vários são estes objetos que és
aos quais o homem te impõe o ser
que é uma posição no conceito
em língua geométrica que te desenha
pela mão dos Rugendas e outros mestres assim artistas
e pelas concepções dos filósofos e cientistas
Assim és objeto de zoologia
de ornitologia, com o ser para ave : "Ave Maria!" ),
de fisiologia e anatomia
até de etnografia e etnologia
quando invades a cultura do homem
( entrarias como totem, se fosse o caso
ou brasão no caso dos reis
dos quais os estados de "Direito" usurparam o trono e a coroa
e consequentemente o brasão de armas
Nos estados de Direito o direito pereceu
ou ficou sendo propriedades de alguns
que tomaram posse do estado
pelo voto popular
ou sufrágio universal
pois dessas frases bonitas vivem os arrivistas
Estas frases os sustentam no poder perpétuo
"lulificado" no Brasil por Lula
- Lula da Silva que não saiu da selva
ou do alcance territorial do silvo da víbora
- a víbora bufadora
ou a víbora do Gabão
que o que é por lá é por aqui )

Há um inexistencialismo do tuiuiú
quando é ser
postulado como essência na zoologia ou ornitologia

Tu Tuiuiú sobre tudo voas (sobretudo!)
com tuas loas
à toa e à tona
e sobretudo acima da boa lâmina d'água da lagoa
( lagoa não magoa )
onde se planta a cana do bambu
por si própria plantada
quando no labor de lançar a semente ao vento ativo
juntando o esforço vegetativo ao eólico
a mover o moinho de vento que invento no vento
saindo dos foles e pistões
que tocam com os dedos
todos os ruídos e músicas
no martelo e bigorna dançantes
- dança com ossos ouvintes!
(Tu tuiuiú és água
- água de corredeira....
tu, tuiuiú...não és mágoa )

Tu tuiuiú vais
aonde a canoa desliza sua loa
a loa da canoa em Samoa
Vá passar em vôo raso à lâmina d'água
por onde se esconde a boa cobra constritora! Vá!
- Vá aonde fica emboscada a boa ou jibóia ("Boa constrictor" )
que no idioma tupi bóia sub-laminar
com nome de sucuri-amarela ( "Eunectes notaeus")
- sucuri do paul mato grossense
( Sucuri é vocábulo tupi
cuspido pela língua tupi
- idioma que a língua sensível da serpente saboreia com enzima
co-enzima
porquanto a língua da serpente
é um instrumento preciso de caça e pesca
e captação do mundo circundante
dentro da circunferência ou círculo ou incidência de sabedoria da cobra
que não sabe a sal
senão ao sal que prova nas presas
- nas vítimas agonizantes
no amplexo para outro tipo de sexo
- para o tipo de sexo que alimenta o sexo e a prole
e nutre os genes da serpente )

Tu tuiuiú és já jaburu ou jabiru
consoante a enzima na língua tupi
seja para te provar o sabor
ou temperar o pensamento com o vocábulo
que diz do tupi linguístico
mas não filológico
porque não tem tupi escrito
não há tupi em história
senão conto oral
lenda de boca em boca
que povos de lenda não são povos de mitos
são povos sem poesia escrita
sem histórias de histórias
dissertações doutas
pensamento e literatura erudita
cultura erudita
de gregos e latinos
senhores do mundo sábio
e do mundo do conhecimento
que ainda lhes pagam tributos de senhorio
( o latim frio e científico de Lineu
nem sempre diz do bicho
senão o que descreve o zoólogo
fundado em corpo anatômico
e a dança que este corpo pratica ao viver
mas não tem a enzima na língua morta
para dizer da vida do jaburu
como o diz o aborígine
que convive com o tuiuiú
no brejo fumegante
se há queimada ou coivara
e corre a capivara
de fogo que não é fogo-fátuo)

Tu tuim túrgido tuiuiú
tuim-de-papo-vermelho
Tu tuim tuim-de-papo-vermelho tuiuiú
urubu quase-quase urubu mas não urutu tu serias
tu, tuiuiú já jabiru já jaburu
já a jato sem jato
pelo mato grosso
que enche o papo vermelho
de frugal alimento da mata
do mato grosso
Quem sabe quiçá Goiás?
Tu tuim tuiuiú és pantanal
és ave de paul
palustre pernalta
ave de água
aquática e aquífero ser
em todas as águas e asas sobre águas rasas
Plantado estás na raiz quádrupla ou cúbica dessas águas quedas e mudas
( águas de paul que podem ser até mefíticas)
em consequência do miasma )
na radicação sob a radiação solar
em radical raio aberto nas águas que movem as asas
em "pi" radiano
- águas que fazem viver o animal com motor nas asas
moto contínuo
até a energia sair da quadratura do círculo

Tu tuiuiú já jabiru e tuim
tuim que és de papo vermelho
cuja cabeça-seca chama o "Jabiru mycteria"
( o latim não tem miséria
tem "miseria" que é etimologia
palavra ou voz de onde vem a miséria
evidentemente em conceito fonado e grafado )
Jabiru ou jaburu é outro nome tuiuiú
do jabiru em latim
e não mais no tupi cuspido escarrado inculto
longe da escarradeira ( antigo objeto ou artefato de luxo
- luxo de antanho no lixo de Santo Antão
a um quadro Dali )

Tu tuiuiú, ave ciconiforme,
cujo bico é o "cico" que muda de forma
conforme o "grude " ou hábitos alimentares
ou o olho de pirata piscando no leitor
na língua que fala
no idioma que canta a pernalta
mas não a descreve graficamente
nem em signos linguísticos ou geométricos
com os símbolos a ferir os significados
ou acrescer acepções
No latim científico
há a leitura e escrita do tuiuiú
então com a denominação "Jabiru mycteria"
sendo a família dessas aves oriunda das águas dos "Ciconiidae"
família "Ciconiidae"
pingando dois "is"
no corpo anatômico do vocábulo
que então pode voar fisiológico aos olhos dos ornitólogos
e na concepção de qualquer língua vernacular
que poderá dizer da ave em sua lógica sintática
depois de passar pelo latim nada vulgar
eivado de declinações que foram declinando na voz do povo
e no furo do ovo
por não mais exprimirem o que é necessário
e não as filigranas de ourivesaria e ourives
que ficaram no museu atuante do Direito
cujo mister é viver sob o antigo
( Vida jurídica é vida antiga
- o Direito é um antiquário
uma casa de sebo
uma loja de vender objetos e concepções caducas
- há muito decadentes
Os dentes de Tiradentes
estão ali expostos
ou sua dentadura
junto à cabeça de lampião, o cangaceiro célebre :
o herói das sagas no sertão
reencarnado em signos e símbolos por Guimarães Rosa
o poeta épico do Brasil
Trágico complexo em Diadorim! )

( Os pingos dos "ii" no latim
designam geralmente o nome de família "animalia" nos "iis" pingados
quando Deus levou Lineu a nomeá-los em língua de legião romana
dos anjos soldados que criaram a maior empresa do planeta
- a empresa que é o Império de Roma a Loma Linda
de Albalonga na Itália a Loma Linda na Califórnia
caminha o empório-império de Roma
que fundou a empresa e empório do soldado
que fez e faz e desmancha impérios de soldados )

Tuiuiú pernalta de pescoço nu
preto no anu-preto
( que negro e roufenho é o canto em cor do anu-preto
canto incolor
desta minha ave-símbolo
- ave símbolo de mim
ou longe de mim! )
Jabiru de papo nu vermelho
( tuiuiú por que tuiuiú? )
Brancas plumas que carregam a alva
e pretas pernas pernaltas que ilustram a noite
nas madeixas negras a cintilar na cabeça da morena Berenice
na Cabeleira da Berenice
( Morena para adjetivar a mulher e tecer jargão na geologia
na terra e na água que engrossa o mato
onde o mato é Mato Grosso
na voz grossa do homem telúrico
- de voz grossa e coração puro como as águas livres
as águas eremitas que correm longe dos homens
- dos homens sem inteligência poética
sem Manuel Bandeira
ou Manoel de Barros

Tu, tuiuiú, saiba; aliás, não saberás que :
o ornitólogo te olha
o poeta te ama
o zoólogo estuda-te e se esquece enquanto animal ( "animalia!")
o taxionomista te classifica
o filósofo te pensa
põe a "tese" do ser em ti
faz-te ontologia
o latinista te viu
porquanto há talhado em conceito o nome "jabiru"
que pode ser provado num latim
não sei se pós-Roma
ou de que macarrão italiano
se pagão ou cristão
mas há que há um jaburu descrito no latim
que viajou mundo com suas legiões romanas em sintaxe
sempre a guerrear e espargir as cinzas da semiologia
pelas diversas culturas autóctones
por onde passou a cultura de Roma no latim
que depois levou a Bíblia na vulgata

Tu tuiuiú tuim "jabiru mycteria"
filho de três línguas
dois vernáculos
és ave de longo bico preto
ave que abre a envergadura nas asas dos olhos
que olham a ti tuiuiú
- és um "tu" volante
"jabiru mycteria" de beleza exuberante
conquanto a palavra jaburu diga do feio e desajeitado ser
és uma iluminura tipo as medievais
para os olhos e a mão do artista contemplativo
na beleza do poeta que voa em ti tuiuiú
e cujo vôo abre os olhos para a alva grafada nas penas
e a noite de anum pernalta nas pernas
que plantam a raiz quádrupla em terra
e na água que move os motores da vida
por dentro e por fora das aves
que então voam e navegam naves
( Aves são naves suaves
e naves são : "ave Suástica!"
- um tipo de cumprimento febricitante
para soldados em guerra )

Ui! tuiuiú
tu que és o tu
o tu meu
- o meu "alter ego" ou eu nas águas
com asas e rêmiges
sobre as águas em que nado imagino que nadas também
( não sei se nada o jaburu
pois sei de raso o jabiru
apenas que em corpo e penas é tuiuiú
- tuiuiú que dá o tom do tu discursivo
e faz ouvir a toada das águas
quando há toada das águas em torrente quente espumante
soantes sonantes e consoantes
ou o silêncio de selênio dos pauis
- do paul da garça
e assustadiça saracura do brejo
que se sacode magra
e com as penas longas e finas
a pisotear e molhar brejo
nas almas do caboclos )

Tu que és o tu do tuiuiú
és a vida em água e terra em mim e ti
- tu e eu tuiuiú somos
voamos amamos e vivemos
por mim e por ti
através da ponte interativa do tu e do eu
no tu do tuiuiú e eu meu
que ego sou ou ego carrego
como um corcunda de Notre-Dame às costas
( o ego pesa e essa gravidade faz a corcova
que não é a do dromedário
nem tampouco do indivíduo em idade provecta
- o macróbio ou Ancião dos Dias )
És enfim todos os tu fora da geometria que desenha o tuiuiú
em outro ser de terra e água
outro ego em Adão contra o qual faço guerra por terra e água
e em Eva que amo para tirar terra e água do ventre dela
na girândola dos demônios Íncubos e Súcubos
que amam e batalham nos homens
sempre plantados na terra da guerra declarada a Adão
pelo amor devotado à Eva
e mormente a Lilith
senhora dos desejos carnais
- senhora dos carnavais
desde antiguidade pagã
arfar com afã
no interlúdio sexual
único interlúdio prazeroso da vida
que se torna doloroso
ao nascer o rebento
que sempre é Cristo
e sempre será crucificado
pela via "crucis" que a vida põe até na mais humilde crucífera
que tange o chão
beijando o rés-do-chão
a fonte da erva daninha ou bonina
verdura ou fruta ao rás do chão
melancia sem correspondente enzima no corpo humano
mas eivada ou grávida de melanina
( ou o nome não foi posto "em tese" pela melanina
substância spinozista que dá a cor à polpa da melancia
fruta fresca esparramada languidamente pelo chão do sertão
tão procurado pelo luar dos poetas?! )

Tuiuiú, tuiuiú
tu és água
e desta água farei meu poema!
Tu, tuiuiú, és água
e sobre esta água erguerei uma poesia aquática!
uma ave pernalta e um paul por baixo do vôo
pois água é alma
alma é vida
que se bifurca no latim cristão e pagão
em alma do outro mundo
e alma presente neste mundo
- que é a água
a alma presente no mundo atual
no mundo que atua junto ao homem então vivo
então transbordante de água
por dentro e por fora
no suor e no sangue!
... e o tuiuiú que voa
voa em água benta
pela igreja da natureza
- é a água que o faz voar
e me faz viver
- é a alma do latim que anima
"anima" muito o animal
que pode ser inseto no latim
Amém

domingo, 29 de novembro de 2009

OS TRÊS CAVALEIROS AZUIS

Os três cavaleiros azuis /

Os três cavaleiros azuis rabiscam o horizonte /
os três cavaleiros azuis /

Os três cavaleiros azuis /
passam pelo caminho dentro das ervas /
pelo portal do azul que abre a vereda para a flor /
e constrói a ponte pênsil que liga a estrada para as ervas ao azul pavimentado no céu / Os três cavaleiros azuis /

São três poetas de versos e vida /
três filósofos cínicos e aristotélicos /
( filósofos versados em escolas de filosofia maiores e menores )
três monges a cavaleiro do Monte Carmelo /
os três cavaleiros azuis /

Sentam na ravina e discutem a tundra /
peregrinam pelos cerrados discorrendo sobre o bioma da floresta tropical /
os três cavaleiros azuis /

São três sábios andarilhos /
três eruditos palmilhando os caminhos /
três artistas colhendo a beleza vermelha da melodia vegetal na serenidade da solidão /
Os três cavaleiros azuis /

São três cavaleiros azuis a galope : /
Dom Quixote de La Mancha arrostando a fúria imaginária dos moinhos de ventos /
o terrível Cavaleiro Negro do Apocalipse /
e um cavaleiro forjado na armadura da minha solidão /
- um cavaleiro perdido pelos ermos dos meus desertos intimistas /
onde se vaga até vislumbrar na miragem ao longe /
os cavaleiros da morte reunidos em Brueguel e Salvador Dali /
Os três cavaleiros azuis /

Para onde vão pelas transcendências escarpadas abertas em Grand Canyon pelo luar /
de onde vêem imersos da treva ainda quente do motor da noite /
e o que são de fato fora do ato onírico /
os três cavaleiros azuis ?! /

Os três cavaleiros azuis /
vêem de longa travessia sobre um deserto de areias azuis /
com dunas e tempestades à porta das estrelas e galáxias espiraladas /
utilizando-se como ponte as patas do cavalo ora trotando ora galopando /
bem como os raios e as copas das árvores mais altaneiras /
como caminho de descida ao solo /
através das frinchas de sol abertas nas ervas sem chapéu /
que levam ao caminho secreto do castelo com armadura protetora de heras /
que é um dos refúgios e fortalezas dos cavaleiros /
cuja estrada é vincada pelos relâmpagos que sulcam os céus /
por onde os cavaleiros azuis vão e vem a caminho do mundo e da evasão do mundo /
Os três cavaleiros azuis /

Dos três cavaleiros azuis /
um é um cavaleiro sem cabeça /
pereceu na gloriosa batalha da vida /
mas continua cavaleiro azul embora cavaleiro sem cabeça /
Outro cavaleiro perdeu o elmo numa justa brutal /
e o terceiro busca a energia renovada do meu coração de leão /
que busca o beijo de Panaceia na literatura médica dos vegetais /
cuja sagrada escritura está grafada em folhas tonalizadas com o signo de um verde vital /
Os três cavaleiros azuis /

Os três cavaleiros azuis /

KANDINSKY, O CAVALEIRO AZUL

GRAND CANYON
Noravank Monastery complex and canyon in Armenia.

REFERÊNCIAS : GRAND CANYON, USA, GRAND CANYON, USA, GRAND CANYON, WIKIPEDIA, GOOGLE, UOUTUBE, WIKIPEDIA, GOOGLE, YOUTUBE, CAVALEIRO AZUL, KANDINSKY, BIOGRAFIA, CAVALEIRO AZUL, KANDINSKY, BIOGRAFIA, WIKIPEDIA, GRAND CANYON, ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, , GRAND CANYN, ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, WIKIPEDIA, SÁBIOS, POETAS, FILÓSOFOS, ERUDITOS, SÁBIOS, POETAS, FILÓSOFOS, ERUDITOS , WIKIPEDIA, TRÊS CAVALEIROS AZUIS, WIKIPEDIA, TRÊS CAVALEIROS AZUIS, RABISCA O HORIZONTE, RABISCAM O HORIZONTE, TRÊS CAVAEILROS AZUIS, TRÊS CAVALEIROS AZUIS, WIKIPEDIA, PONTE PÊNSIL, PAVIMENTADO, PORTAL, PONTE PÊNSIL, PAVIMENTADO, PORTAL, WIKIPEDIA, CAMINHO, VEREDA, ESTRADA, WIKIPEDIA, CAMINHO, VEREDA, ESTRADA,WIKIPEDIA, MONTE CARMELO, WIKIPEDIA, MONTE CARMELO, WIKIPEDIA, FIÓSOFOS CÍNCOS E ARISTOTÉLICOS, WIKIPEDIA, FILÓSOFOS CÍNICOS E ARSITOTÉLICOS , WIKIPEDIA, FILÓSOFOS DE ESCOLA MAIORES E MENORES, FIÓSOFOS DE ESCOLA MAIORES E MENORES, WIKIPEDIA, FILOSOFIA MENOR, MAIRO, FILOSOFIA MAIOR, MENOR, WIKIPEDIA, VERSO, VERSADOS, VIDA, VERSOS, VERSADOS, VIDA, WIKIPEDIA, TUNDRA, RAVINA, CERRADO, FLORESTA TROPICAL, TUNDRA, RAVINA, CERRADO, FLORESTA TROPOICAL, WIKIPEDIA, BIOMA, MONGES, CAVALEIRO, BIOMA, MONGES, CAVALEIROS, WIKIPEDIA, MEDODIA VEGETAL, SERENIDADE DA SOLIDÃO, MELODIA VEGETAL, SERENIDADE DA SOLIDÃO, WIKIPEDIA, DOM QUIXOTE DE LA MANCHA, DOM QUIXOTE DE LA MANCHA, WIKIPEDIA, BRUGUEL, BIOGRAFIA, WIKIPEDIA, BRUEGUEL, BIOGRAFIA, WIKIPEDIA, SALVADOR DALI, BIOGRAFIA, WIKIPEDIA, SALVADOR DALI, BIOGRAFIA, WIKIPEDIA, CAVALEIRO NEGRO DO APOCALIPSE, CAVALEIRO NEGRO DO APOCALIPSE, VISLUMBRAR, DESERTOS INTIMISTAS, VAGA, VISLUMBRAR, DESERTOS INTIMISTAS, WIKIPEDIA, ERMOS, ARMADURA, FORJADOS, ERMOS, ARMADURA, FORJADOS, WIKIPEDIA, MOINHOS DE VENTO, GALOPE, MORTE, MOINHOS DE VENTO, GALOPE, MORTE, WIKIPEDIA, TRANSCENDÊNCIAS ESCARADAS, GRAND CANYON, TRANCENDÊNCIAS ESCARPADAS, GRAND CANYON, WIKIPEDIA, MOTOR DA NOITE, ONÍRICO, FATO, MOTOR D NOITE, ONÍRICO, FATO, WIKIPEDIA, TRAVESSIA, AREIAS AZUIS, DUNAS, TRAVESSIA, DUNAS, AREIAS AZUIS, WIKIPEDIA, GALÁXIAS ESPIRALADAS, PATAS DO CAVALO, GALÁXIAS ESPIRALADAS, PATAS DO CAVALO, WIKIPEDIA, TROTANDO, ALTANEIRAS, RAIOS, SOLO, TROTANDO, ALTANEIRAS, RAIOS, SOLO, WIKIPEDIA, COPA, RELÂMPAGO, SECRETO, HERAS, COPA, RELÂMPAGOS, SECRETO, HERAS, WIKIPEDIA, CASTELOS, REFÚGIOS E FORTALEZAS, CASTELOS, REFÚGIOS E FORTALEZAS, WIKIPEDIA, VINCADAS, SLUCAM, GALOPANDO, WIKIPEDIA, VINCADAS, SULCAM, GALOPANDO, WIKIPEDIA, ESTRADA, EVASÃO, PROTETORA, ESTRADA, EVASÃO, PROTETORA, WIKIPEDIA, CAVALEIRO SEM CABEÇA, CAVALEIRO SEM CABEÇA, WIKIPEDIA, PANACEIA, BATALHA, ELMO, PANACEIA, BATALHA, ELMO, WIKIPEDIA, LITERATURA MÉDICA DOS VEGETAIS, LITERATURA MÉDICA DOS VEGETAIS, WIKIPEDIA, ESCRITURA SAGRADA, GRAFADA, WIKIPEDIA, ESCRITURA SAGRADA, GRAFADA, WIKIPEDIA, FOLHA, SIGNOS, VERDE VITAL , FOLHA, SIGNOS, VERDE VITAL, WIKIPEDIA, ENERGIA, BEIJO, CORAÇÃO DE LEÃO, ENERGIA, BEIJO, CORAÇÃO DE LEÃO, WIKIPEDIA, KANDINSKY, BIOGRAFIA WIKIPEDIA, KANDISKY, BIOGRAFIA, WIKIPEDIA.CAVALEIRO NEGRO DO APOCALIPSE, CAVALEIRO NEGRO DO APOCALIPSE, CAVALEIRO NEGRO.

CAVALEIRO NEGRO DO AOCALIPSE - CAVALEIRO NEGRO DO APOCALIPSE.

domingo, 1 de novembro de 2009

LUA E LIMOEIRO

http://www.brujasweb.com/wp-content/uploads/2008/07/luna-4.jpg
O limoeiro subindo no telhado /
fugindo pelas telhas /
agarrado à penugem do azul do céu /
que fica entre a região do telhado /
e a zona musical do violinista verde /
tateanto hesitante um violino pendurado no céu /
que Mozart deixara pendido /

Em solidão verde junto à parede esquerda /
o limoeiro abraçado à casa de um eremita extremo /
libertado do mundo vão pela loucura de sua mente esquecida no lodo do reboco /
nas paredes caídas em modo de anjo /
da casa em que vegeta mais solitário que toda a solidão do mundo /
na casa Soledad /
Soledad, Soledad sem volta!!!! /
Soledad não incrustada em anel de eterno retorno /
apartada da Roda da Fortuna e da vida /
Pulsa aquí para ver la imagen a tamaño completo

O limoeiro em rastro de aroma de flor branca /
estende a mão ao céu negro e colhe a lua /
oferecendo-a dentro do limão /
último passo de amor da flor alva na barra da alva /
http://hablasonialuz.files.wordpress.com/2007/08/luna.jpg

REFERENCIAS WIKIPEDIA, GOOGLE :
FLOR DE LIMONERO

El limonero, Citrus × limon, es un pequeño árbol frutal perenne que puede alcanzar los 6 m de altura. Su fruto es el limón, una fruta comestible de sabor ácido y extremadamente fragante que se usa en la alimentación. El limonero posee una corteza lisa y madera dura y amarillenta muy apreciada para trabajos de ebanistería. Botánicamente, el limonero es una especie híbrida del género Citrus, familia de las Rutáceas.Forma una copa abierta con gran profusión de ramas, sus hojas son elípticas, coriáceas de color verde mate lustroso (5 a 10 cm), terminadas en punta y con bordes ondulados o finamente dentados. GOOGLE, WIKIPEDIA, YOUTUBE, GOOGLE, WIKIPEDIA, YOUTUBE : LIMOERO, LIMOEIRO, LIMONERO, LIMOEIRO, ÁRBOL FRUTAL, ÁRBOL FRUTAL, ÁRVORE PERENE, ÁRVORE PERENE, RUTÁCEAS, ÁCIDO, RUTÁCEAS, ÁCIDO, LIMÓN, LIMÃO, LIMÓN, LIMÃO, ALIMENTACIÓN, ALIMENTAÇÃO, ALIMENTACIÓN, ALIMENTAÇÃO, HOJAS, FOLHAS, HOJAS, FOLHAS, CITRUS, CITRUS, LIMON, LIMON, COPA, RAMAS, COPOA, RAMAS, AROMA, FLOR BRANCA, ALVA, AROMA, FLOR BRANCA, ALVA, BARRA DA ALVA, BARRA DA ALVA, LUA, LUA, AMOR, RODA DA fORTUNA, AMOR, RODA DA FORTUNA, VIDA, VIDA, SOLDAD, SOLIDÃO, SOLEDAD, SOLIDÃO, MOZART, VIOLINO, VIOLIN, MOZART, VIOLINO, VIOLIN, VIOLINISTA VERDE, AZUL, CELESTE, VIOLINISTA VERDE, AZUL, CELESTE, REIÃO, REGÓN, ZONA, REGIÃO, REGIÓN, ZONA, MUSICAL, MUSICAL, CÉU, CIELO, CÉU, CIELO, EREMITA, LODO, EREMITA, LODO, CASA, CASA, TELHADO, A=NJO, ÁNGEL, MUNDO, TELHADO, ANJO, ÁNGEL, MUNDO, LOUCURA, LOUCURA, PRIMAVERA, ORO, POLVORIENTA, PRIMAVERA, ORO, POLVORIENTA, MARZO, ABRIL CERCANO, MARZO, ABRIL CERCANO, FUENTE LIMPIA, PATIO SILENCIOSO, FUENTE LIMPIA, PATIO SILENCIOSO, ILUSIÓN CÁNDIDA Y VIEJA, ILUSIÓN CÁNDIDA Y VIEJA, SOMBRA, BLANCO MURO, SOMBRA, BLANCO MURO, PRETIL DE PIEDRA, PRETIL DE PIEDRA, FRANGANCIAS VÍRGENES Y MUERTAS, FRAGANCIAS VÍRGENES Y MUERTAS, FANTASMAS, TARDE, CORAZÓN, FANTASMAS, TARDE, CORAZÓN, HIERBABUENA, ALBAHACA, HIERBABUENA, ALBAHACA, AGUA SERENA, MACETAS, MADRE, MACETAS, AGUA SERENA, MANOS BUENA, MANOS BUENA, LANGUIDO, ENCANTO, SUEÑAN, SUEÑAN, LANGUIDO, ENCANTO, LÍMPIA, LIMPIA,. ANTONIO MACHADO, POETA, ANTONIO MACHADO, POETA ESPAÑOL, ANTONIO MACHADO, POETA ESPAÑOL, ANTONIO MACHADO, POETA ESPANHOL, ANTONIO MACHADO, POETA ESPANHOL.

ÁRBOL CÍTRICO : LIMORERO

ÁRBOL CÍTRICO : LIMONERO
ANTONIO MACHADO - POETA ESPAÑOL
Palacio de las Dueñas, en una de cuyas viviendas nació, en 1875, Antonio Machado, POETA ESPNOL

POEMA EL LIMONERO DE ANTONIO MACHADO

El limonero lánguido suspende
una pálida rama polvorienta
sobre el encanto de la fuente limpia,
y allá en el fondo
sueñan los frutos de oro…

Es una tarde clara, casi de primavera,
tibia tarde de marzo,
que el hálito de abril cercano lleva;
y estoy solo, en el patio silencioso,
buscando una ilusión cándida y vieja:
alguna sombra sobre el blanco muro,
algún recuerdo, en el pretil de piedra
de la fuente dormido, o, en el aire,
algún vagar de túnica ligera.

En el ambiente de la tarde flota
ese aroma de ausencia
que dice al alma luminosa: nunca,
y al corazón: espera.

Ese aroma que evoca los fantasmas
de las fragancias vírgenes y muertas.

Sí, te recuerdo, tarde alegre y clara,
casi de primavera,
tarde sin flores, cuando me traías
el buen perfume de la hierbabuena
y de la buena albahaca
que tenía mi madre en sus macetas.
Que tú me viste hundir mis manos puras
en el agua serena,
para alcanzar los frutos encantados
que hoy en el fondo de la fuente sueñan…

Sí, te conozco, tarde alegre y clara,
casi de primavera.